Radiofrequência


A radiofrequência é uma onda eletromagnética que gera calor por conversão, compreendida entre 30 KHz e 3 MHz (Costa, 2009), sendo a frequência mais utilizada entre 0,5 a 10 MHz, alguns equipamentos utilizam 40 MHz ou seja uma diatermia OC seria considerada RF. A conversão se refere à passagem da radiofrequência com comprimento de onda métrica e centimétrica pelo tecido do indivíduo que se converte em outra radiação, calor, cujo comprimento de onda está na ordem nanômetro (Capponi, 2007). A RF gera calor no tecido subcutâneo, ativando os fibroblastos, produzindo novas fibras de colágeno (neocolagênese),  remodela o tecido, melhorando rugas e linhas de expressão, flacidez tissular e a elasticidade da pele (Alster 2007; Edelstein,2004; Hantash, 2009; Ruiz- Esparza, 2006).

Proposto primeiramente por D’Arsonval em 1891 com RF de 0,5 Mhz e em 1925 utilizado para coagulação (Pearce, 1986)

 

Fitzpatrik et al.2003-  refere lesão acima de 70ºC devido desnaturação do colágeno.

Edelstein  2004-  desnaturação térmica  promove firmeza, contração do colágeno, cicatrização focal do ferimento, remodelação e redução de conformidade  tecidual.

Noronha, 2004 – calor gera reação inflamatória que leva a fibroplastia.

Yu, 2007- a RF tem ação na quebra das cadeias de hidrogênio na tríplice hélice de colágeno, estimulado sua contração. 

Ruiz-Esparza  e Gomes 2003; em uma semana não revelam evidencias de infiltrado inflamatório agudo ou necrose de tecido mais sim um infiltrado de células mononucleares perivascular e o aumento da densidade da derme superficial e profunda. Mostra que o resultado é de um primário encurtamento de colágeno e não mediada por lesão, para eles a hipertermia gerada estimula a síntese da Proteina HSP que parece provocar a expressão do TGF- beta 1 que por sua vez estimula as proteínas HSP-47, que produz colágeno.

 O aumento da temperatura por agitação browniana estimula o efeito pleiotrópico do TGF-Beta que estimula a formação de HSP-47 que é a proteína residente no reticulo endoplasmático cuja função é proteger o pré colageno tipo I.

Somente na presença desta proteína as moléculas do colágeno Tipo I podem ser organizadas na forma tridimensional correta de tríplice hélice. 

O efeito térmico muda a forma das fibras de colágeno, altera sua periodicidade, seu diâmetro e reorganiza o colágeno, o fibroblastos aquecidos são envolvidos na formação de novo colágeno (neocolagênese) e subseqüente remodelamento (Ruiz-Esparza, 2003; 2006

Wall, 1999- tecidos são sensíveis a elevação da temperatura temos uma mudança de estado prolongado e cristalino e inextensível, para um estado de contração espiral aleatório e extensível.

Benach, 1985-  refere que a vaso dilatação provocada por RF aumenta processo mitótico do estrato germinativo.

Fischer, 2005 – pouca temperatura pode acarretar mudanças clinicas indesejáveis ex: frouxidão e rugas. Portanto é assim que utilizamos em processos fibróticos.

Zelickson et al.2004-  aumento do diâmetro das fibras de colágeno.

Hantash et al 2009- aumento significativo das fibras colágenas tipo I, em poucas sessões evidente após 30 dias de aplicação da RF.

 Fritz, Counters e Zelickson 2003- melhora clínica continua com o passar do tempo, entre 1 e 4 meses após a exposição tecidual à RF. Referem também aumento do colágeno do tipo I e preservação da epiderme.

Iyer, Suthamjariya e Fitzpatrick 2003- citam que os resultados são maiores com um número maior de exposições à RF.

Ruiz-Esparza 2003, 2006; Hsu, 2003 Hantash et al 2009 ;Fritz, Counters e Zelickson 2003- melhoras com apenas uma aplicação de RF.

Hsu et AL 2003 e Alster et al.2004- afirmam que tratamentos com níveis de energia maiores (maior temperatura) estão relacionados com melhores resultados.

De acordo com Low e Reed (2001) e Del Pino et al. (2006), o colágeno liquefaz a temperaturas acima de 50ºC, que com temperaturas dentro de uma faixa terapêutica aplicável entre 40º e 45ºC a extensibilidade do tecido colagenoso aumenta. Isso ocorre apenas se o tecido for simultaneamente alongado e requer temperaturas próximas do limite terapêutico.
Segundo pesquisa realizada por Dierickx (2006), a radiofrequência promove a formação de neocolagênese estreitando o tecido cutâneo.

O protocolo realizado por Costa et. al. (2009) mostra que a utilização da radiofrequência foi aplicada em humanos por 12 sessões, três vezes por semana, visando a redução da adiposidade abdominal. O tempo utilizado foi de três minutos por ERA e a quantidade de ERAs de acordo com a superfície abdominal a ser tratada, determinado de acordo com estudo de Low e Reed, (2001), correspondendo a duas áreas do eletrodo ativo, tempo necessário para chegar a valores com aumento de 5º a 6ºC (que teve como média inicial 33,7ºC e média final 40,5ºC avaliadas com termômetro de superfície), totalizando uma média de 20 minutos.
 

MultiFreqüência

Trelles et al 2010 - biópsia antes e após uma única sessão com uma nova tecnologia denominada automática multi-frequência e baixa impedância. Usava RF baixa (0.6 MHz) e depois (2.4 MHz). Dessa forma, começa a operar com emissões de baixa freqüência destinadas ao aquecimento de tecidos profundos, reduzindo assim a impedância. A análise histológica mostrou que após uma sessão de RF a epiderme tinha uma fina camada de queratina, a derme mostrou fibras colágenas retificadas e levemente separadas, os adipócitos apareceram na forma retangular e poliédrica

 

Ação Lipolítica

Dissolução da gordura se da por apoptose das células de gordura pelo efeito     térmico. (Del Pino, 2006; Lach, 2008; Moreno-Moraga, 2007; Del Lugt, 2009, Manuskiatti et al, 2009)

Trelles et al 2010 - biópsia antes e após uma única sessão, na análise histológica mostrou que após uma sessão de RF a epiderme tinha uma fina camada de queratina, a derme mostrou fibras colágenas retificadas e levemente separadas, os adipócitos apareceram na forma retangular e poliédrica.

Manuskiatti et al 2010- redução significativa do peso, das medidas de coxa e abdome. Na análise do ultra-som foi notado uma redução média de 10,5% da espessura do tecido adiposo. Houve melhora de 50% na aparência da celulite quando comparado ao início do tratamento. 

Boinisc et al 2010- utilizou um modelo de pele humana ex-vivo de 24 indivíduos para avaliar um dispositivo de RF TriPollar de uso doméstico e verificou melhora na aparência dos adipócitos e aumento na síntese de colágeno através de análise histológica do tecido.

Boinisc et al 2010-  avaliou o efeito anti-celulite através da dosagem de glicerol liberada. Também foram avaliados o efeito anti-envelhecimento e a flacidez e seus resultados mostraram um aumento significativo da liberação de glicerol, alteração da estrutura das células lipídicas e estimulação dos fibroblastos dérmicos com síntese de colágeno. 

 


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